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Blumenau completa um ano de cuidados paliativos na saúde pública

Equipe pioneira em Santa Catarina atende pacientes com doenças graves e apoia famílias

Blumenau completa um ano de cuidados paliativos na saúde pública
Foto: Marcelo Martins

Blumenau completa um ano de atendimento em cuidados paliativos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), serviço pioneiro em Santa Catarina. Para marcar a data, a Secretaria Municipal de Promoção da Saúde (Semus) promoveu na sexta-feira, dia 9, uma capacitação com servidores da rede municipal sobre a abordagem, que busca aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças graves.

A equipe é vinculada ao Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) e formada por médico, enfermeiro e técnico de enfermagem. O grupo acompanha de 15 a 20 pacientes por mês, com duas a três visitas domiciliares por dia. Por se tratar de casos que exigem atenção mais complexa, o trabalho envolve acompanhamento próximo e individualizado, além de suporte às famílias.

“Os cuidados paliativos são voltados ao alívio do sofrimento e à qualidade de vida de pessoas com doenças graves. Ao contrário do que muita gente imagina, não significa interromper tratamentos nem se destinam apenas a quem está nos últimos dias de vida. Esse acompanhamento pode começar desde o diagnóstico e acontecer junto a outras terapias, de acordo com as necessidades de cada paciente”, explica a enfermeira coordenadora do SAD, Natalia Carolina Gomez Griebeler.

A capacitação abordou a Política Nacional de Cuidados Paliativos, instituída em 2024 para ampliar o acesso a essa modalidade de assistência no SUS, da atenção primária à alta complexidade. Também foram discutidos a implantação das equipes assistenciais, a assistência no domicílio, o acompanhamento no final da vida e o luto dos profissionais de saúde.

“Quando demos os primeiros passos para implantar esse serviço em Blumenau, tínhamos o propósito de oferecer um cuidado mais completo e humanizado às pessoas com doenças graves. A saúde não se resume a tratar a doença: também precisamos aliviar o sofrimento, preservar a dignidade e dar suporte aos pacientes e suas famílias. Por isso, é importante preparar cada vez mais os profissionais da rede para oferecer esse cuidado a quem precisa”, afirma o secretário de Promoção da Saúde, Marcelo Lanzarin.

Como funciona o atendimento

O acesso à equipe de cuidados paliativos ocorre por meio do SAD, que identifica, entre os pacientes acamados já acompanhados pelo serviço, quem precisa dessa assistência especializada.

Para ingressar no SAD, é necessário encaminhamento médico da unidade de saúde de referência. A partir daí, a equipe avalia as necessidades do paciente e organiza o acompanhamento conforme a complexidade de cada caso.

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